No Brasil, tem-se argumentado que a educação do País está em um nível muito bom. No entanto, a baixa qualidade da educação básica e das faculdades, e a pouca oferta de ensino profissionalizante é uma realidade que ajuda muito a atrapalhar a inovação, a produtividade e a competitividade das empresas.
Em um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é feito um balanço das necessidades para que o setor industrial possa obter maiores taxas de crescimento sustentáveis. Esse estudo, “Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022″, foi realizado em nove meses pela com participação de cerca de 500 representantes empresariais. No documento é realizada uma análise dos desafios do Brasil para os próximos dez anos na área industrial e apresenta dez pontos que a entidade acha fundamentais para melhorar a produtividade e a competitividade.
Os resultados em termos de qualidade da educação estão muito aquém do nível de recursos investidos na área. O investimento em educação no Brasil representa 5,7% do PIB, percentual próximo ao de países como Holanda, França e Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, na última avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, realizado pela OCDE), em 2009, o Brasil ocupou a 54ª colocação, enquanto a Holanda ficou em 9º lugar, a França em 25º e os EUA em 26º.
No gráfico abaixo, estão relacionadas as notas médias que os alunos de 15 anos de idade de diversos países obtiveram em uma prova de matemática.
No gráfico abaixo, é apresentada a quantidade de engenheiros para cada 10 mil habitantes em diferentes países.
No estudo da CNI é destacada a “escassez de engenheiros”, cuja atividade possui um impacto amplo sobre os mais variados setores e atividades, notadamente na indústria. Somente 5% dos graduados no Brasil formam-se em engenharia. Enquanto o país tem dois graduados em engenharia para cada 10 mil habitantes, no Japão, são 10,2 e na China, 13,4. O problema que vai além disso, refere-se à qualidade dos profissionais formados, principalmente nas universidades privadas, que, em grande parte delas, é oferecido ensino de baixa qualidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário