Fazem-se necessárias ações concretas que elevem a competitividade e possam proporcionar crescimento razoável nas taxas de produtividade. Só assim será possível conseguir deslanhar um setor que tem ficado estagnado por bastante tempo, ou cresce em um curtíssimo período e fica outros parados ou com crescimento negativo. Na verdade, o governo federal vem lançando apenas os apelidados de “puxadinhos” que não conseguem nem aliviar temporariamente a decadência do setor produtivo. Uma dessas ações paleativas é o cancelamento da elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos, que estava prevista para acabar em abril deste ano.
A associação que representa as montadoras de veículo no Brasil reclama, com razão, que a carga tributária brasileira no setor automotivo é uma das maiores do mundo”, quando é questionada sobre porque a indústria não consegue andar sem a ajuda do governo. No entanto, existem outros setores em que a carga tributária também pesa muito, mas conseguem ter muito mais êxito na economia do que o setor industrial. A linha branca, que teve um crescimento de 15% em 2012, tem previsão de crescer entre 3% em 5% 2013. Assim, representa um ramo está fazendo com que a indústria não tenha queda ainda maior.
A expectativa do setor é que o aumento do IPI não ocorra mais em junho, é muito provável que seja prorrigado até o final do ano.O IPI é um instrumento muito eficaz em momentos de grave retração, mas não deve ser utilizado de forma sistemática. Além da redução da carga tributária, as soluções definitivas para resgatar a competitividade à indústria, na opinião de muitos empresários e especialistas do setor industrial, passam pela melhora da infraestrutura e pela desvalorização do câmbio, entre outras ações tanto por parte do governo como por parte das empresas da área. Do lado do governo, várias medidas já foram tomadas, mas muitas ainda estão em processo de maturação, como a queda dos juros e as concessões na área de transportes.
A economia brasileira precisa que o setor industrial mostre a sua robusteza, força e dinâmica para que a sociedade brasileira possa lograr ter um padrão de vida melhor conseguido por meio do crescimento sistemáticos e equilibrado de toda a economia. É essencial que toda a indústria tenha crescimento sustentado para que toda a nossa economia siga crescendo ou tenha reinício de crescimento. O importante é deixar de aplicar paliativos e partir para ações que levem a resultados concretos e definitivos para um setor essencial para a economia e para o povo brasileiro.
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