Açailândia - O vereador José Francisco Gonçalves Sousa, o Canela, líder do PSB na Câmara Municipal de Açailândia, usou a tribuna da Casa, na sessão da última terça-feira (2), quando fez sérias denúncias contra a administração municipal, mostrando a todos os presentes o que ele considera um descaso para com a saúde do município.
Mas não ficou por aí. Canelatambém colocou em xeque a contratação de uma empresa, da qual ele não citou nome, que segundo ele foi contratada pela Prefeitura Municipal para realizar o serviço de dedetização de insetos nos prédios públicos do município de Açailândia.
De acordo com o vereador o contrato seria de R$ 581 mil reais. O líder socialista disse que fez as contas e chegou a conclusão que, se a Prefeitura de Açailândia, tivesse duzentos órgãos, baseando-se no valor da dedetização em residências, a prefeitura desembolsaria somente a quantia de R$ 100 mil.
O líder socialista informou – com precisão – que o município possui 86 escolas e 30 postos de saúde. Informou, ainda, que a empresa cobra entre R$ 200,00 a R$ 300,00 por cada dedetização. “Mas se ela cobrasse da prefeitura R$ 500,00, pelos 116 imóveis citados, não passaria de R$ 100,00”, afirma o vereador
Canela afirmou também que acerca de 60 dias a prefeitura fez compra de medicamento – com dispensa de licitação - no valor de R$ 1 milhão. “Entretanto, todas as pessoas que procuram o Hospital Municipal para serem medicadas ou receberem remédio não encontra nenhum porque não tem”, assevera.
O vereador foi mais adiante ao afirmar categoricamente, que na quarta-feira de cinza presenciou quando quatro mulheres grávidas e dois homens idosos eram transportados do Hospital Municipal de Açailândia com destino ao Hospital São Sebastião para realizarem exames de ultrassonografia.
“Até aí tudo bem, mas acontece que essas pessoas eram transportadas na carroceria de uma D-20 branca, sem nenhuma condição de higiene e o mínimo de conforto”, disse o vereador, ressaltando que esse fato ele não ouviu de ninguém, “infelizmente tive a oportunidade de presenciar”, completou.
Ele informou ainda, que na tarde de terça-feira (2), um homem faleceu de ataque cardíaco dentro do Hospital Municipal. “E isso aconteceu porque não havia um médico cardiologista para cuidar desse paciente”, disse Canela, acrescentando que o HM não tem neurologista, nenhuma especialista.
Domingos Cezar
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