Promotor criminal que extinguiu Mancha Verde e Independente afirmou ontem em Araçatuba que passos das organizadas são acompanhados
O Ministério Público não está alheio ao ressurgimento, nos estádios paulistas, das torcidas organizadas que a Justiça extinguiu por causa de atos de violência dentro e fora dos campos de futebol.
É o que diz o promotor criminal Fernando Capez, que ficou famoso depois de conseguir a extinção das torcidas Mancha Verde (Palmeiras) e Independente (São Paulo), por causa da morte do torcedor Márcio Gasparin no estádio do Pacaembu, em 1995, durante uma partida de juniores (sub-20).
Na ocasião, houve confronto generalizado entre torcedores palmeirenses e são-paulinos, que se armaram de ripas e pedras utilizadas na reforma da arquibancada conhecida como tobogã e agrediram os membros das facções rivais. As pauladas mataram o são-paulino Gasparin.
“Nós estamos acompanhando essas torcidas, procurando ver como elas se movimentam”, informou o promotor ontem, em Araçatuba. Ele esteve na cidade para dar uma palestra a estudantes de Direito.
“É claro que elas (organizadas) sempre encontraram meios de burlar a proibição e entrar nos estádios, mas está tudo sob controle”, garantiu. “Isso atua mais ou menos como uma panela de pressão: uma hora a gente alivia a pressão, noutra faz mais pressão”.
Segundo Capez, a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, time para o qual o promotor torce, é a que mais tem se mostrado. Ele também tentou acabar com a Gaviões, mas a torcida conseguiu uma sobrevida graças a um recurso ainda não julgado pelo Tribunal de Justiça”.
“A Mancha Verde tinha 20 mil associados, montou uma nova, chamada Mancha Alviverde, mas tem pouco mais de mil e é muito menos perigosa que a anterior”, observou. “A Independente tinha 30 mil e a atual tem 4 mil, todos cadastrados, sendo também muito menos perigosa”, acrescentou.
Santos - Quanto à Torcida Jovem do Santos, a maior facção uniformizada do clube do litoral paulista, o promotor disse que ela está sob investigação, depois que foram encontradas armas de fogo em sua sede.
Para Capez, tão importante quanto desarticular os torcedores é fechar as sedes das organizadas. “É nas sedes que se planejam ataques a outras torcidas e arrecadam-se dinheiro para a compra de armas”, ressaltou.
Sem a sede e seus bens, segundo o promotor, as torcidas não conseguem se rearticular como antes. “Acho que o mais importante é que o golpe nas torcidas organizadas foi dado no momento correto, quando elas estavam ameaçando dominar os estádios”, avaliou.
Capez lembra que, de 1992 a 1995, mais de 20 torcedores adolescentes morreram em confrontos. “De lá para cá, não houve mais nenhum incidente de morte envolvendo torcidas organizadas,” disse. “A longo prazo, se houver uma cooperação do Estado, algumas torcidas podem ser, digamos assim, higienizadas, num trabalho profilático, e prestar serviços à comunidade carente”, declara o promotor criminal.
O Ministério Público não está alheio ao ressurgimento, nos estádios paulistas, das torcidas organizadas que a Justiça extinguiu por causa de atos de violência dentro e fora dos campos de futebol.
É o que diz o promotor criminal Fernando Capez, que ficou famoso depois de conseguir a extinção das torcidas Mancha Verde (Palmeiras) e Independente (São Paulo), por causa da morte do torcedor Márcio Gasparin no estádio do Pacaembu, em 1995, durante uma partida de juniores (sub-20).
Na ocasião, houve confronto generalizado entre torcedores palmeirenses e são-paulinos, que se armaram de ripas e pedras utilizadas na reforma da arquibancada conhecida como tobogã e agrediram os membros das facções rivais. As pauladas mataram o são-paulino Gasparin.
“Nós estamos acompanhando essas torcidas, procurando ver como elas se movimentam”, informou o promotor ontem, em Araçatuba. Ele esteve na cidade para dar uma palestra a estudantes de Direito.
“É claro que elas (organizadas) sempre encontraram meios de burlar a proibição e entrar nos estádios, mas está tudo sob controle”, garantiu. “Isso atua mais ou menos como uma panela de pressão: uma hora a gente alivia a pressão, noutra faz mais pressão”.
Segundo Capez, a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, time para o qual o promotor torce, é a que mais tem se mostrado. Ele também tentou acabar com a Gaviões, mas a torcida conseguiu uma sobrevida graças a um recurso ainda não julgado pelo Tribunal de Justiça”.
“A Mancha Verde tinha 20 mil associados, montou uma nova, chamada Mancha Alviverde, mas tem pouco mais de mil e é muito menos perigosa que a anterior”, observou. “A Independente tinha 30 mil e a atual tem 4 mil, todos cadastrados, sendo também muito menos perigosa”, acrescentou.
Santos - Quanto à Torcida Jovem do Santos, a maior facção uniformizada do clube do litoral paulista, o promotor disse que ela está sob investigação, depois que foram encontradas armas de fogo em sua sede.
Para Capez, tão importante quanto desarticular os torcedores é fechar as sedes das organizadas. “É nas sedes que se planejam ataques a outras torcidas e arrecadam-se dinheiro para a compra de armas”, ressaltou.
Sem a sede e seus bens, segundo o promotor, as torcidas não conseguem se rearticular como antes. “Acho que o mais importante é que o golpe nas torcidas organizadas foi dado no momento correto, quando elas estavam ameaçando dominar os estádios”, avaliou.
Capez lembra que, de 1992 a 1995, mais de 20 torcedores adolescentes morreram em confrontos. “De lá para cá, não houve mais nenhum incidente de morte envolvendo torcidas organizadas,” disse. “A longo prazo, se houver uma cooperação do Estado, algumas torcidas podem ser, digamos assim, higienizadas, num trabalho profilático, e prestar serviços à comunidade carente”, declara o promotor criminal.
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