Aliás, alternativa é que os beneficiários dos programas sociais precisam. Alternativas de viverem sem a necessidade de utilizar esses programas para alimentar a família. Na verdade, existem alternativas, mas ao mesmo tempo também existem dificuldades dos mais diferentes tipos que impedem a viabilização da melhora de vida das pessoas para além do Bolsa Família. As dificuldades são notadamente de cunho burocrático e sas incertezas que cercam qualquer tipo de empreendimento, que é o caminho mais adequado para quem está saindo da extrema pobreza. Dado que a imensa maioria dos beneficiários é constituída de pessoas que não possuem nem o ensino médio completo. Isso dificulta muito encontrar emprego formal.
Nos entanto, com algumas facilidades posta pelo governo, como o Microempreendedor Individual (MEI), tem levado várias pessoas a partirem para empreendimentos e aumentado a expectativa de ter uma vida melhor com ganhos muito superiores aos obtidos antes. Conforme o jornal Folha de São Paulo mostrou no domingo (17/03/2013), existem 244.761 MEIs que foram ou ainda são beneficiários do mais conhecido programa de assistência do governo federal. Esse número vem aumentando de forma acelerada: em agosto de 2011, eram 102.677.
Certamente muitas das cerca de 13,5 milhões de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família estão muito próximas da saída do programa por conta de viverem outra realidade em termos de renda de quando entraram no programa. Tem-se informações de que, entre os cerca de 2,6 milhões de MEIs registrados no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, pouco mais de 9% já receberam o benefício. Trata-se de um número pequeno, mas é suficiente para desacreditar quem tem difundido preconceito de que muita gente preferiria ficar sem emprego, ou só trabalhar no mercado informal, para seguir recebendo os R$ 145 mensais do Bolsa Família.
Para que o número seja muito maior é preciso que órgãos como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) reforcem de forma efetiva a assistência para todos os que querem empreender, viver com dignidade, do próprio trabalho. No entanto apenas 45% dos MEIs em via de desligar-se do Bolsa Família foram, de fato, atendidos pelo Sebrae. É preciso muito mais para a melhora no padrão de vida em geral da população que os beneficiários dos programas sociais tenham uma emancipação de renda, com produtividade razoável, boa renda e um padrão de vida condizente com a média da nossa população.
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