quarta-feira, 1 de maio de 2013

No AM, jovens aderem a movimentos que defendem namoro sem sexo


Estudante de 21 anos contou que decidiu aguardar pelo casamento virgem.
'Jovem que assume compromisso sofre preconceito', diz pastor.




Adneison SeverianoDo G1 AM

Seminário "Eu Escolhi Esperar" em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Seminário "Eu Escolhi Esperar" em Manaus atraiu seguidores de várias religiões (Foto: Adneison Severiano/ G1 AM)
Seguindo uma tendência nacional, cresce o número de jovens amazonenses aderindo aos movimentos religiosos, que pregam a castidade e o início da vida sexual somente após o casamento. Movimentos como “Eu Escolhi Esperar” e o “Entre Príncipes e Princesas” reúnem mais de 2 milhões de seguidores no país. Para buscar ensinamentos sobre o assunto, cerca de 1.500 pessoas participam do seminário com presença dos líderes dos dois movimentos nesta quarta-feira (1º), em uma igreja de Manaus.
Criado em Vitória no Espírito Santo no ano de 2011, o movimento “Eu Escolhi Esperar” tem atraído adesão de jovens evangélicos e católicos pelo Brasil. Com o aumento de seguidores, segundo os organizadores, o movimento iniciou uma turnê que percorrerá todas as capitais do país. A iniciativa chegou a Manaus nesta quarta.
Na estimativa do pastor Nelson Júnior, líder e criador do “Eu Escolhi Esperar”, o movimento conta atualmente com 2 milhões de seguidores virtuais, que aderiram pela internet e 100 mil pessoas já participaram dos seminários da causa pelo país. “São números reais, que são baseados no volume 100 mil anéis personalizados com a frase ‘Eu Escolhi Esperar’ vendidos durante os seminários”, enfatizou Nelson Júnior.
De acordo com o pastor, o movimento trabalha com ensinamentos nas plataformas de vida sentimental e sexual. Ele afirmou que o sexo atualmente se tornou sinônimo de promiscuidade. “Na vida sexual orientamos os jovens a se guardarem sexualmente para o casamento. Sexo também é puro, mas quando o jovem assume o compromisso de se resguardar para o casamento ele sofre preconceito. A virgindade virou um tabu, quando pessoa assume que é virgem acaba sofrendo com opinião dos outros. Por isso fazemos esses encontros e seminários para mostrar ao jovem a existência de milhares de pessoas que se guardam, ele não está sozinho. Já na sentimental ensinamos aos jovens a não banalizar o relacionamento, evitando ter vários casos de amor na vida”, explicou.
Pastor Nelson Júnior em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Pastor Nelson Júnior defende a castidade antes
do casamento (Foto: Adneison Severiano/ G1 AM)
O pastor Nelson Júnior, que casou virgem com 21 anos, destacou que o movimento foi idealizado pelas vivências pessoas dele. Com bom humor o religioso prega a importância de aguardar pelo casamento virgem.
“Eu escolhi esperar, sei como foi ser um jovem virgem, passei por esses conflitos todos e por esse motivo criei o projeto para ajudar as pessoas que fazem a mesma escolha. Contrariei as estatísticas ao casar virgem, tenho 15 anos de casado e não me arrependo da decisão”, avaliou o líder religioso.
O movimento, que surgiu na internet, fará primeira turnê internacional neste mês. A caravana passará por cinco cidades dos Estados Unidos, Haiti, Irlanda e Inglaterra, além fazer seminários pela Europa (Portugal e Espanha).
Mesmo diante do preconceito e estranhamento de colegas, a estudante de Medicina Rayssa Magalhães, 21 anos, decidiu aguardar pelo casamento virgem. Ao lado do namorado, o administrador Leon Esconsio, 23 anos, que mantém o relacionamento há um ano e meio, ela defende a importância da castidade.
Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
“As pessoas comentam muito e estranham, inclusive ganhei vários apelidos na faculdade por isso, eu não faço questão de esconder que resolvi esperar pelo casamento. Não me envergonho disso, acho que até uma forma de incentivar as outras pessoas preservar a virgindade”, comentou a jovem.
Para o administrador, o movimento "Eu Escolhi Esperar", na verdade, é uma divulgação dos ensinamentos de Jesus já presentes na Bíblia há tempos. “Eu tive oportunidade de nascer em um lar cristão e desde pequeno recebi esses ensinamentos. Apesar de perdido minha virgindade quando estive afastado do caminho de Jesus, mas acredito da restauração através da palavra e me preservo na questão do sexo para viver isso na relação que Deus escolheu para mim. Não queremos ser diferente apenas pretendemos seguir um caminho certo", justificou Leon.  
Situação semelhante vivencia a estudante Tayana Garcez, 18 anos, e o vistoriador Anxester Rodrigues, 24 anos. Juntos há cinco meses, o casal segue o princípio do movimento de iniciar vida sexual no casamento. “Conheci pela internet o Eu Escolhi Esperar. Resolvi aderir motivada pelo ensinamento de Deus e fazer escolher a pessoa certa”, comentou Tayana.
Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)Jovens afirmam que não se envergonham da decisão de evitar prática sexual antes do casamento (Foto: Adneison Severiano G1/AM)
“Entre Príncipes e Princesas”
Acompanhado o movimento nacional, o "Entre Príncipes e Princesas" inicialmente contava apenas com um grupo de meninas da obra missionária Missão Confins na Terra. Aos poucos ganhou adesão dos meninos e desde final de 2011 reúne cerca dois mil jovens que aderiram ao movimento regional. A expectativa que o movimento se estenda no segundo semestre de 2013 para os estados de São Paulo, Acre e Minas Gerais.
“Pregamos relacionamento saudável com namorado e a família dentro dos princípios bíblicos. A nossa preocupação também é social porque quando a pessoa se relaciona bem evita problemas de saúde e emocionais, que podem gerar doenças. Usamos a palavra castidade antes do casamento, porque é um presente de Deus, que deve ser vivido com a pessoa que vai está ao seu lado pelo resto da vida”, ressaltou Marjorie Leite, missionária e idealizadora do movimento regional
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