quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A sociedade brasileira está mudando com a mulher mais instruída e com muito mais oportunidades no mercado de trabalho




Hoje, 19/12/2012, o IBGE divulgou dados e informações a respeito de rendimento, instrução, trabalho e mais uma série de outros temas relevantes para a sociedade brasileira. Esse levantamento foi extraído do Censo 2010 que mostrou que, entre muitas outras informações, em dez anos (correspondendo ao período de 2001 a 2010), o nível de instrução das mulheres continuou mais elevado que o dos homens e elas ganharam mais espaço no mercado de trabalho. Abaixo, transcrevo algumas partes do trabalho do instituto. Para saber mais, acesse o link na última linha do último parágrafo. 
O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na semana de referência no total da população do grupo considerado) das mulheres de 10 anos ou mais de idade passou de 35,4% para 43,9% de 2000 para 2010, enquanto o dos homens foi de 61,1% para 63,3%. Na faixa etária de 25 anos ou mais, o percentual de homens com pelo menos o nível superior de graduação completo foi de 9,9%, e das mulheres, de 12,5%; percentuais que passavam para 11,5% e 19,2%, respectivamente, entre os ocupados. 
 E a taxa de abandono escolar precoce (proporção de jovens entre 18 e 24 anos de idade que não haviam completado o ensino médio e não estavam estudando), que caiu de 48,0% para 36,5% de 2000 para 2010, era maior entre os homens (41,1%) que entre as mulheres (31,9%). De uma forma geral, o Censo 2010 constatou que as taxas de escolarização e o nível de instrução cresciam com o aumento do rendimento mensal domiciliar per capita. 
Os dados mostraram que, em dez anos, houve desconcentração em todos os tipos de rendimento: todas as fontes, domiciliar e de trabalho. Neste último caso, os maiores aumentos foi para aqueles que ganhavam menos. O rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos 10% da população com as maiores remunerações caiu 5,3% de 2000 para 2010, enquanto para os 10% com as menores remunerações o crescimento real foi de 35,9% e, nos dois segmentos seguintes, atingiu a 56,6% (mais de 10% a 20%) e 58,4% (mais de 30%a 20%).  
De 2000 para 2010, o rendimento real médio dos empregadores caiu 18,6% (de R$ 6.138 para R$ 4.994), enquanto o dos empregados cresceu 15,8% (de R$ 1.018 para R$ 1.179). Por outro lado, a distribuição das pessoas de 10 anos ou mais por classe de rendimento mostrou que, em 2010, a população de 10 a 17 anos estava concentrada nas primeiras faixas de rendimento de trabalho, com destaque para a de sem rendimento, enquanto uma em cada três pessoas de 18 anos ou mais recebia de 1 a 2 salários mínimos (33,5%). O rendimento real médio mensal domiciliar aumentou 15,2%, passando de R$ 2.303, em 2000 para R$ 2.653, em 2010. 
Já o estudo do tempo habitual de deslocamento para o trabalho principal revelou que 65,3% das 61,6 milhões de pessoas ocupadas que trabalhavam fora do domicílio e retornavam diariamente gastavam até 30 minutos e 11,4%, mais de 60 minutos. No estado do Rio de Janeiro, o tempo gasto no ir e vir casa-trabalho superava duas horas para 4,4% das pessoas, enquanto, em Santa Catarina, apenas 0,3% encontrava-se nessa situação. Em 2010, 14.357.834 pessoas trabalhavam e/ou estudavam em outro município, país estrangeiro ou em mais de um município ou país, contra cerca de pouco mais da metade em 2000 (7 327 041), um incremento de 93,9%. 
Nas faixas etárias de 18 ou 19 anos e de 20 a 24 anos a escolarização era menor que nas faixas mais jovens e a das mulheres superou a dos homens. Na parcela feminina, o percentual de mulheres que não frequentavam escola foi de 54,6%, no grupo etário de 18 ou 19 anos, e de 73,2%, no de 20 a 24 anos, enquanto na masculina esses indicadores foram 55,4% e 76,5%, respectivamente. Na área urbana, o percentual de pessoas que não frequentavam escola foi 54,2%, no grupo etário de 18 ou 19 anos, e de 73,6%, no de 20 a 24 anos, enquanto que na área rural, esses indicadores foram 59,0% e 82,3%, respectivamente. 
Algumas conclusões do estudo do IBGE: Taxas de escolarização foram crescentes com o aumento do rendimento domiciliar per capita; 10,8% dos estudantes de curso superior já haviam concluído outro de mesmo nível; Jovens ocupados tinham taxas de escolarização mais baixas que os não ocupados; 49,3% da população de 25 anos ou mais não concluíram o ensino fundamental; Nível de instrução das mulheres continuou maior que dos homens; Maioria com nível superior concluiu curso da área de ciências sociais, negócios e direito; Saída precoce de jovens da escola é maior na população masculina; Rendimento dos empregadores caiu 18,6% de 2000 para 2010; De 2000 a 2010, o rendimento de trabalho dos ocupados com menores rendimentos cresceu 35,9%. 
Para ler mais sobre esse assunto, acesse o link no site do IBGE.

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