segunda-feira, 16 de junho de 2014

Após manobra contra PEC, ruralistas sofrem críticas no Facebook

Internautas pedem que integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária revejam tentativas de descaracterizar crime de escravidão na legislação brasileira
Por Repórter Brasil
As tentativas de integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a chamada Bancada Ruralista, de alterar a definição de escravidão na legislação brasileira, descaracterizando esse crime, levaram internautas a deixarem dezenas de mensagens de protesto no Facebook. A ação acontece após artistas integrantes do Movimento Humanos Direitos alertarem para as tentativas de esvaziar a PEC do Trabalho Escravo, aprovada no Congresso Nacional em 27 de maio.  Promulgada como Emenda Constitucional 81 no último dia 5, a proposta prevê a expropriação de propriedades em que for flagrada a exploração de trabalho escravo e sua destinação para reforma agrária ou uso social (em áreas urbanas). 
Atentos às manobras para alterar o Artigo 149 do Código Penal, que define o que é escravidão no país, internautas fizeram cobranças públicas na página da FPA no Facebook. A mobilização acontece como parte da campanha conjunta da Comissão Pastoral da Terra, Repórter Brasil e Walk Free pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo sem alterações na definição deste crime. O abaixo-assinado promovido pelas organizações conta com apoio de mais de 30 mil pessoas - clique aqui para assinar
Veja abaixo um exemplo das mensagens deixadas:

Bombardeio pelo Facebook
Assim como na primeira mobilização, realizada em fevereiro, a ação mais uma vez contou com apoio de jovens do Movimento Juvenil Dominicano e mensagens diretas deixadas nas páginas dos políticos. Substituindo as imagens do perfil por letras, os participantes deixaram a mensagem "TRABALHO ESCRAVO EXISTE" na página da FPA e de alguns dos parlamentares ruralistas que insistem em alterar a definição de escravidão, como o suplente* de deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), tática conhecida como "Facebook Bombing". 
Veja imagem da ação: 


* Texto atualizado na tarde desta segunda-feira, 16, para correção de informação. Valdir Colatto hoje é suplente de deputado federal, e não deputado federal como informado inicialmente. 
http://www.trabalhoescravo.org.br/noticia/82

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